| ||
Take Your Knickers Off
A primeira recomendação a repassar a um 'pirateiro' experimentado em relação a este lançamento da Yellow Dog Records e sua especialíssima divisão 'His Master Choice' (HMC 06) é de que o presente álbum deve ser escutado bem longe dos ouvidos da sua mulher, marido, noiva(o), namorada(o) parentes ou quem sabe até mesmo algum amigo comum. Ou do contrário você corre o sério risco de ser tachado de louco ou 'estranho' por ficar ouvindo um disco que repete a exaustão os takes de Come and Get It, No Scaping Your Love ou Step Inside Love. Não perca seu tempo explicando do que se trata porque os não iniciados não entenderão mesmo. Vão continuar achando mais fácil tê-lo como louco, sem fazer o que você faz. Conforme-se e escute sozinho. E sem culpa. Também não se acanhe em 'pular' a maior parte dos 'false starts' das citadas faixas, depois de familiarizado com o disco.
Quem anuncia 'revolution...take your knickers off', a frase que dá título ao CD logo no começo da fita que capturou o take vinte de Revolution 1 é provavelmente o engenheiro auxiliar Brian Gibson, que estava com George Martin (que é ouvido replicando 'as you said') na mesa de som do estúdio três de Abbey Road entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 1968 quando a sessão aconteceu. Ouvir esse pedaço da história agora, quarenta anos depois da concepção, impressiona. Fica bem claro que em meio ao maravilhoso caos daquela colagem sonora que inclui vozes, efeitos, instrumental pesado - e até Yoko Ono - nascia o embrião para Revolution 9. É possível observar conferindo o áudio com velocidade corrigida (que também circula) a beleza de uma idéia que só podia se materializar a partir da cabeça de John Lennon. Uma autentica viagem da mente traduzida em sons. Este 'lançamento' da Yellow Dog foi desovado na primeira semana de fevereiro (inicialmente no Japão) e sua descoberta global veio em ondas infladas pelo boca a boca dos fãs apoiados pela colossal possibilidade de difusão dos acontecimentos via internet. No livreto que acompanha a bela embalagem 'digipack' a companhia alerta fãs e interessados em geral para a possibilidade de se fazer download do álbum ou solicitar cópia em CDR a amigos. E ainda é possível encontrar uma segunda recomendação alertando que em alguns países a comercialização de CDs ou DVDs não autorizados é proibida. Ou seja, é a Yellow Dog na era digital, conformada com o inevitável, a disponibilidade gratuita na rede mundial de computadores de qualquer produto como filmes, textos ou discos que venha a ser lançado hoje em dia. O material incluído no CD mistura estações. Se começa com o fantástico take 20 de Revolution 1, salta em seguida para a 'versão ligeira' da mesma faixa, embora elas tenham sido gravadas em ocasiões distintas. O mesmo se pode dizer do restante. Julia e Dear Prudence não foram gravadas em seqüência. A sessão de Come and Get It é de 1969 e (surpresa) envolve Paul e o grupo Badfinger (então The Iveys) no estúdio. Até o presente lançamento o take de Come and Get que circulava era a versão finalizada com vocal e arranjo de Paul (item que virou peça oficial em 1996 no Anthology 3). Step Inside Love, gravada por Cilla Black, também não foi feita durante o período de gravação do Álbum Branco, mas em 1967. Essa mistura de takes e de sessões unida num mesmo CD pirata, deixa no ar a impressão de que o guardião dos 'originais' roubados da EMI teria muito mais coisas a desovar no futuro. Será? Tomara. "De onde viria o presente material" é a indagação que entope minha caixa postal. Respondo que não há como saber. Poderia ser resultante das famosas 'fitinhas cassete' gravadas pelo engenheiro John Barrett no começo dos anos 80 e que originaram toda a moderna pirataria da era do CD. O material também poderia ter sido desviado durante a seleção para a série Anthology e há ainda quem suspeite que essas gravações teriam sido surrupiadas durante o longo trabalho de audição e montagem do projeto LOVE. Todas as possibilidades podem estar certas ou erradas. Não é exatamente o que importa. Pirataria boa é justamente a misteriosa, aquela que não tem origem definida, mas é capaz de arrebatar quando surge detrás da moita - caso de outra incrível produção da Yellow Dog/His Master Choice, o áudio original do concerto de 1965 no Shea Stadium lançado em 2007. O momento é de curtir a nova mostra de material inédito dos Fab Four, ao tempo em que é inevitável esmiuçar o CD e sua grande qualidade sonora, em busca de informações. São situações típicas de quem é fã de uma banda fadada a fazer história. O Beatles Brasil - cumprindo seu papel - apresenta uma 'radiografia' completa do mais recente lançamento da Yellow Dog, sempre acreditando que vem mais por aí. Faixa a Faixa CD 01
REVOLUTION 1 Take 20 gravado no segundo dia de sessões para o Álbum Branco no final de Maio de 1968, absolutamente inédito e integral, com seus 11min32seg de duração. Detalhe: no disco da Yellow Dog a gravação apresenta um lamentável defeito na rotação. Sem problemas. A 'pirataria da pirataria' resolveu a questão. A speed correct de Revolution 1 também está em circulação e dura exatos 10min46seg. É possível observar que a versão aqui contida ainda não é definitiva, mas está finalizada, o que não chega a ser uma surpresa. George Martin 'mixou' a faixa naquela mesma noite e entregou uma cópia em fita cassete para John Lennon escutar em casa. Vale ainda o registro de que a versão lançada oficialmente no Álbum Branco é uma redução desse take 20 com overdubs adicionados mais tarde, noutras sessões de gravação. Ao contrário do que dizem as súmulas oficiais da EMI, agora sabemos que Yoko Ono não 'berra', mas sussurra a frase, 'you become naked', durante a execução, tendo como resposta (em tom de sussurro) John Lennon balbuciando, 'alright'. O longo trecho psicodélico eliminado serviu de embrião para a montagem de Revolution 9. A razão provável para o não lançamento comercial da gravação na íntegra se deve às limitações da época. Um take com mais de dez minutos ocuparia quase o lado inteiro de um disco de vinil. Destaque para o casamento perfeito do instrumental dos Beatles, guitarra, baixo, bateria, órgão, com os efeitos sonoros extraídos dos arquivos da EMI. O resultado da gravação aqui contida é o retrato perfeito de uma época da história do rock and roll e da música popular absolutamente liderada pelos Beatles. REVOLUTION Tk. 15 Esta versão 'ligeira' (Take 15) é, aparentemente, a mixagem definitiva que seria lançada em single com Hey Jude, com uma pequena diferença: aqui é possível ouvi-la sem o piano. O buraco reflete a importância desse instrumento no arranjo. Ele seria adicionado mais tarde. ACROSS THE UNIVERSE Este é o alternate mix número 8. A gravação original foi capturada antes das sessões para o Álbum Branco no dia 4 de fevereiro de 1968. E inclui a participação das fãs Lizzie Bravo & Gayleen Pease. Aqui temos a inclusão de vários 'overdubs', sobretudo efeitos sonoros que não seriam utilizados na versão oficialmente lançada. Outra novidade é o final diferente. DEAR PRUDENCE Lindo e alternativo mono mix de uma versão bem próxima da que seria oficialmente lançada. Ao final é possível ouvir um breve comentário de John Lennon seguido de ruídos estranhos e riffs de guitarra. JULIA Takes 1 e 2 Temos na mesma faixa dois takes instrumentais onde John Lennon demonstra estar com a melodia da canção definida. Esta gravação circulou pela primeira vez na série The Lost Lennon Tapes, mas aqui apresenta qualidade melhor. JULIA Take 2 (primeira tentativa vocal) Aqui temos o take dois do último dia de sessão do Álbum Branco. É possível ouvir um segundo violão e um vocal quase sonolento (maravilhoso) de John. JULIA Take 2 (segunda tentativa vocal) Aqui temos o registro de uma gravação provavelmente só da voz de John Lennon, em cima do instrumental do take dois, já definido. Step Inside Love session Chappell Studios, London November 21.1967 Producers: Paul McCartney & George Martin STEP INSIDE LOVE Paul McCartney, George Martin & Cilla Black fora dos estúdios Abbey Road. Contratada de Brian Epstein, Cilla 'empinou' a carreira gravando faixas menores da dupla Lennon-McCartney não aproveitadas pelos Beatles. Aqui temos uma etapa de aquecimento com vocalização e conversas entre ela, Paul e George Martin. Essas sessões estavam inéditas até o presente lançamento. A gravação final de Step Inside Love seria feita em Abbey Road por Cilla Black no dia 28 de fevereiro de 1968, quando Paul McCartney se encontrava na Índia com o Maharishi e os outros Beatles. Embora creditada à parceria com John, esta composição não contou com nenhum envolvimento de Lennon. STEP INSIDE LOVE (warm up - 02:56min e 04:37min) Nas faixas oito e nove temos Cilla Black ensaiando o timbre que adotaria na gravação. A forma como ela canta parece influenciada pela bossa nova brasileira. Aqui e ali se ouvem ao fundo instruções repassadas por Paul. STEP INSIDE LOVE (warm up - 02:58min e 04:16min) Nas faixas dez e onze, mais aquecimento para a gravação que viria. Consta que partes dessa sessão foram filmadas por Paul McCartney com uma câmera amadora. STEP INSIDE LOVE - (Takes 01 a 04) Faixas de onze a catorze. A sessão de gravação tem início. São produzidos quatro takes. Todos aparecem na íntegra e sem mixagem final, com Cilla Black cantando de forma limpa e relaxada. Nenhuma das versões aqui apresentadas seria lançada comercialmente. STEP INSIDE LOVE (chat) O último take do primeiro CD é o registro de uma tentativa descontraída de gravar a canção, seguida de uma conversa da cantora com Paul e George Martin. Faixa a Faixa CD 02
COME AND GET IT Aqui temos uma descoberta curiosa. A versão oficial de Come and Get It (Anthology 3) foi gravada em apenas uma hora de trabalho no dia 24 de julho de 1969, das duas e meia às três e meia da tarde, antes de começar a histórica sessão na qual os Beatles gravariam Sun King/Mean Mr. Mustard para o derradeiro álbum Abbey Road. Na ocasião Paul chegou mais cedo ao estúdio e iniciou a gravação de Come and Get It registrando a voz e o piano. Imediatamente acrescentou maracas, dobrou o vocal, gravou a bateria e por último o baixo. Tudo sozinho. Consta que John Lennon estava na sala de controle, mas não se envolveu. A gravação foi mixada e virou um 'demo' de luxo, em estéreo, capturado na mesa de oito canais de Abbey Road e entregue por Paul McCartney a banda The Iveys, recém contratada pela Apple. The Iveys tinha uma encomenda: gravar a faixa principal da trilha sonora do filme 'The Magic Christian', estrelado por Ringo Starr e Peter Sellers. E Paul queria ajudá-los a obter o primeiro sucesso nas paradas. Nessa época (julho de 69) o filme estava sendo rodado em Londres. Esse dado adicional é para informar que a sessão de Come and Get It divulgada quase integralmente nesse CD da Yellow Dog é uma novidade. Pela primeira vez é possível ouvir o que se passou no estúdio na rara ocasião em que Paul se juntou aos The Iveys na sessão. E participou ativamente! A interferência do beatle pode ser conferida abaixo na avaliação de cada pedaço de take tentado até a (quase) versão final de Come and Get It que ganharia o mundo e as paradas de sucessos na interpretação do grupo Badfinger, ou seja, os ex-The Iveys com o nome sugerido por Paul McCartney e por eles adotado. Come and Get It session EMI Studio Two - Abbey Road August 02.1969 Produtor: Paul McCartney Engenheiro de Som: Tony Clark A sessão aqui publicada aconteceu no dia dois de agosto, com a presença de McCartney no estúdio dirigindo The Iveys. A prova é o primeiro take, onde Paul canta de maneira despretensiosa, como que para orientar a banda, que a essa altura já conhecia Come and Get It. Detalhe: o grupo acompanha Paul ao vivo. Ao final ele registraria a gravação de um pandeiro! Em seguida o que se ouve é uma longa seqüência de tentativas de acerto da base de piano, levando-se em conta que o grupo gravou a canção nota por nota, fazendo cover do demo de Paul. COME AND GET IT - Take 01 (02min28sec) Primeira tentativa de gravação. Com The Iveys acompanhando ao vivo no estúdio. Paul canta de maneira despretensiosa. É possível ouvir breves 'backing vocals' de Tom Evans. Destaque para a bateria de Mike Gibbins. COME AND GET IT - Take 2 (0:10sec) e 3 (01:00 min) Com 'breakdown'. McCartney faz a contagem e entra. Voz algo distanciada do microfone. As dúvidas nos vocais - e instrumental - abortam os dois takes. COME AND GET IT - Take 4 (01:05min) O take pára no começo do segundo verso. Tudo capturado ao vivo no estúdio. Paul canta apenas um trecho inicial, longe do microfone. COME AND GET IT - Take 5 (02:12min) Antes de nova tentativa de gravação Paul diz algo quase inaudível. Ouvindo-se com fones de ouvido dá para captar algo como: "don't pick it up... the mirrors." A contagem inicial é feita por Pete Ham e o vocal guia bem longe do microfone é provavelmente de Tom Evans. O take é interrompido no meio. COME AND GET IT - Take 6 (2:45) Antes desse take McCartney repassa aos músicos as seguintes instruções: "Just everyone a bit easier. It slows down a bit in those (sings) did I hear you say that there... Don't let it slow down...(inaudível)." Pete Ham 'conta' para a introdução e Tom Evans canta baixinho o vocal guia. Antes do take parar, novos comentários de Paul: "It was pretty good, though. Yeah. It was a little bit on the (sings) Son". COME AND GET IT - Take 7 (0:44 sec) Esse take é interrompido por um erro de Pete Ham ao piano no segundo verso. COME AND GET IT - Take 8 (0:54 sec) Esse take é abortado no comecinho do segundo verso. McCartney comenta: "Look over here if you're not sure. I'll be sort of going..." COME AND GET IT - Take 9 (0:51) Pete Ham vai 'pegando' as instruções de Paul para a base de piano. McCartney então diz a ele: "Huh? No. Well, I'll be in with them, 'cause hes watching Bill, so I'm sort of thinking, one two, three. Okay? Nice and steady, then." O take é abortado durante o primeiro verso por conta de erros de Paul, Ron Griffiths e Tom Evans. COME AND GET IT - Take 10 (02:59min) Antes do take, Ron Griffiths toca algumas linhas de baixo e Paul comenta com ele: "Yeah. Try it with cans off if its easier, or one on and one off. Just shove it behind your ear." Aqui temos um take completo, onde todos acertam suas respectivas partes. Durante o primeiro break é possível ouvir Tom Evans cantando fora do microfone. COME AND GET IT - Take 11 (0:27 sec) Esse take é interrompido segundos após começar talvez pela aceleração repentina do arranjo. McCartney pára e diz: "Hold on. It was a little bit. No, that wasn't together." COME AND GET IT - Take 12 (0:48 sec) Outro breakdown no começo do segundo verso. McCartney avisa: "Hold it. No. Try and look at Bill for that one, you know, if you can." COME AND GET IT - Take 13 (2:42min) Take completo muito bom. Antes de começar Paul avisa: "Play a bit lighter. Just, you know, try not to sort of think, you know, the studio and stuff, you know. Probably come out a bit better if you just sort of... fuck it." COME AND GET IT - Take 14 (02:45min) Outro bom take completo. É possível ouvir Tom Evans cantando. O andamento da bateria muda um pouco. McCartney comenta depois: "Yeah. Good. Thats much better, though. That was really, much better now. If you're gonna do..." COME AND GET IT - Take 15 (02:31min) Etapa em que a gravação começa a ser 'polida'. A banda parece preocupada em fazer um take completo, perfeito. Paul não gosta muito e comenta: "Not quite as good as the one before." Then he asks Pete Ham: "That was a bit slower, was it?" COME AND GET IT - Take 16 (0:22 sec) Antes do take que seria abortado em alguns segundos, Paul chama pelo engenheiro de som Tony Clark: "Tony?" Tony Clark diz, "Yup". Alguém assobia para que eles parem e o take se encerra com apenas 22 segundos. COME AND GET IT - Take 17 (0:55 sec) Este take é interrompido no segundo verso por um erro de Paul. O beatle se desculpa, afirmando estar envergonhado com a situação. Ele nessa tentativa de gravação está tocando pandeiro. COME AND GET IT - Take 18 (02:27 min) Um take completo com Tom Evans fazendo o lead vocal. A gravação sai quase perfeita, o que leva Paul a fazer o seguinte comentário: "Not bad. Could do better. See me." COME AND GET IT - Take 19 (0:30 sec) Apenas trinta segundos de take, interrompido por desconcentração de Pete Ham. COME AND GET IT - Take 20 (02:19 min) Excelente take completo. Ao final Paul diz: "another one." COME AND GET IT - Take 21 02:24min) Aqui temos o registro de um overdub vocal de Ron Griffiths sobre o arranjo instrumental do take vinte. McCartney comenta: "We'll let you know Ron whos better." COME AND GET IT (Takes 22 a 25) Antes da gravação do take 22 Paul diz: "Ron, there is just feel now." O take é interrompido no segundo verso por mais um erro de Paul que se desculpa: "Sorry, I lost it a bit, then." Daí em diante até o take 25, temos o registro de breves tentativas com erros distintos dos músicos. COME AND GET IT (Take 26) Take completo, considerado o melhor da sessão. McCartney fica satisfeito e diz: "OK. We'll listen to those back."
As fitas originais dessa sessão histórica - com os takes 20 e 26 considerados os melhores - tem uma seqüência não incluída aqui. Trata-se de uma conversação entre Paul e os músicos. McCartney elogia o trabalho de bateria de Mike Gibbins e da 'toques' a Ron Griffiths em relação à gravação do 'baixo', que seria então regravado. Ele também sugere que Pete Ham e Tom Evans façam tentativas de regravação do lead vocal por considerar a voz de Ron Griffiths muito 'anasalada'. Todos concordam. Com o arranjo instrumental definido, a banda levaria mais três horas para registrar o vocal definitivo feito por Tom Evans, com Ron nas 'harmonias'. Graças a Paul McCartney o Badfinger emplacaria mundialmente seu primeiro hit, deixando definitivamente o anonimato. Come and Get It também seria utilizada na abertura do filme The Magic Christian, estrelado por Ringo Starr e Peter Sellers. Detalhe: no take originalmente lançado o pandeiro tocado por Paul McCartney permaneceu na mixagem. No Scaping Your Love Session Trident Studios, London July 23, 1968 Produtor: Tony Visconti Enquanto os Beatles estavam ocupados gravando Everybody's Trying to be my Baby, e acompanhando a mixagem mono para Good Night, a banda The Iveys gravava diversos 'demos' na esperança de ter o primeiro single editado e lançado pela contratante, a gravadora Apple Records. 'No Escaping Your Love' é um deles. Noves fora esse fato, não é muito compreensível para os fãs a inclusão desta sessão num disco pirata dos Beatles. Não há envolvimento direto ou indireto de nenhum dos quatro com a gravação. A sessão aqui registrada ficou na obscuridade da biblioteca de áudio da EMI por quarenta anos. Na época chegou a ser avaliada para formar no lado 'B' do primeiro single dos The Iveys com o sucesso Maybe Tomorrow do lado 'A', mas foi preterida em favor de uma canção melhor, Dear Angie. NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 01) NO ESCAPING YOUR LOVE (Takes 02 e 03) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 04) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 05) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 06) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 07) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 08) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 09) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 10) NO ESCAPING YOUR LOVE (Take 11) É relevante ouvir o último take porque aqui está a versão master sem quaisquer overdubs, não há 'fade out' e é possível conferir a bela vocalização de Tom Evans e Ron Griffiths. A presente gravação de 'No Escaping Your Love' foi lançada em 1992 numa coletânea dedicada a The Iveys com duas diferenças: mixagem estéreo (aqui aparece em mono) e o take oficial têm vários overdubs. Ron Griffiths deixaria o grupo um ano mais tarde, quando The Iveys já se chamava Badfinger. Joey Molland ocupou seu lugar. Ao lado de Pete Ham, Tom Evans e Mike Gibbins, Molland era o elemento que faltava para a formação clássica da banda. CLÁUDIO TERAN ccsteran@yahoo.com.br | ||
![]() | ||
|
O micro-site POP GO THE BEATLES é parte integrante da REDE BEATLES BRASIL (www.thebeatles.com.br), em parceria com o jornalista CLAUDIO TERAN.
Design e Layout: José Carlos Almeida - Redação: Claudio Teran |