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40 Anos de Beatlemania
Um dos fatos mais batidos da história dos Beatles faz referência ao período de 1963 quando a poderosa Capitol Records americana resistia em apostar no fenômeno inglês produzido por Brian Epstein e George Martin. Apesar das retiscências, a Capitol despachou um executivo chamado Noel Rogers para o Reino Unido com o objetivo de conferir se os Beatles eram afinal, aquilo tudo que se dizia.
Noel não demorou muito para convencer-se. Na mesma ocasião, um executivo chamado Bud Ornstein, chefe da divisão inglesa de filmes da United Artists tratava de outro tipo de negócio - a estréia dos Beatles no cinema. A premissa básica para a United Artists era levar vantagem para embarcar num projeto que era visto por muitos como aventura. E não estava disposta a gastar dinheiro. Foi fechado um contrato vantajoso - e irreal para os tempos que correm - concedendo à poderosa produtora americana, os direitos de lançamento da trilha sonora do futuro filme. Um erro - fruto do amadorismo de Brian Epstein para os negócios do show biz, sem dúvida - mas viraria um acerto, duas décadas mais tarde, quando os direitos sobre as trilhas para A Hard Days Night e Help ficariam à salvo das garras de Michael Jackson e da Sony Music, por força do velho contrato com a United Artists. Já naquele tempo havia um pragmatismo por parte da EMI, enxergando nos Beatles a possibilidade de conquistar o mundo através de uma poderosa estratégia de lançamento nos Estados Unidos, onde quase nada deu-se pelo acaso. As aparições no Ed Sullivan Show, e logo depois o filme para o cinema, podem ser encaradas hoje em dia como os avós da estratégia da chamada indústria do entretenimento. Como forma de homenagear os 40 anos de, A Hard Days Night, realizamos uma pesquisa de fatos acerca dessa produção - marcando o retorno do Pop Go The Beatles... A Pré - Produção
O produtor Walter Shenson, era conhecido na Inglaterra por fazer filmes com orçamento barato, então o convite para que tocasse o projeto de cinema envolvendo os Beatles, foi natural.
Shenson aceitou porque imaginou que ganharia um bom dinheiro, caso o fenômeno representado pelos Beatles no Reino Unido ganhasse outros povos ao redor do mundo. Através de Walter Shenson veio o cineasta Richard Lester, o Dick. Dick Lester era conhecido por dirigir um programa humorístico afamado na TV inglesa, The Goons, de onde despontou Peter Sellers. Também tinha experiência com comerciais inovadores para a televisão. Os Goons faziam um tipo de humor semelhante ao do grupo Monty Python. Também pesou na escolha de Richard Lester o dedo de George Martin, que com ele trabalhara em diversas ocasiões, produzindo discos de piadas, dos Goons. A Hard Days Night teve um orçamento de 200 mil libras, considerado baixo para uma produção que seria lançada em escala mundial. Lester gastou 20 mil libras a mais. Para baratear custos (e tão somente por isso) o filme foi rodado em preto & branco. O fato, hoje, é um de seus pontos fortes. Robert Freeman, foi contratado como fotógrafo oficial do set, e idealizou parte do material promocional, como posters, cartazes, os títulos escritos na abertura e no encerramento. Freeman é o autor das capas de discos dos Fabs, do With The Beatles a Rubber Soul. Em dezembro de 1963 o planejamento do filme foi fechado com a United Artists. As filmagens começaram no dia 2 de março de 1964. E duraram apenas dois meses. O Contrato
Na hora de negociar os ganhos, o empresário Brian Epstein teria demonstrado sua afamada ingenuidade para fechar contratos. Walter Shenson e a United Artists ofereceram 25 por cento de participação nos lucros para os Beatles. Um negócio da China. Afinal, se o filme faturasse bem, levaria os financiadores a embolsar nada menos que 75 por cento dos lucros!
Brian surpreendeu a todos ao afirmar que 'aceitaria de bom grado 7,5 por cento para os Fab Four!' Felizmente - para os Beatles - quando o advogado da NEMS Enterprises, David Jacobs, foi assinar o contrato, fincou pé no valor de 25 por cento. Consta que havia um contrato batido no valor de 7,5 por cento - que foi para o lixo, dada a persistência do advogado da NEMS. O assunto é tabu até hoje. E nunca foi comentado em nenhum documentário acerca do filme - nem pelos Beatles, seus representantes, United Artists ou Walter Shenson. O Roteiro
Os Beatles não eram atores. Walter Shenson imaginava que necessitaria de profissionais que, literalmente, 'segurassem' o filme. Especulou-se muito, e no final chegou-se ao veterano Wilfried Brambell, conhecido ator de comédias inglesas, e que literalmente rouba a cena como o avô-problema de Paul McCartney.
Outros contratados, Norman Rossington (Norm), John Junkin (Shake) e Victor Spinetti (o diretor de TV), eram conhecidos por trabalhos anteriores onde foram dirigidos por Richard Lester. O filme ganhou sentido, corpo, cara, alma quando o roteirista Alun Owen entrou em cena. Nascido em Liverpool, e conhecedor da cena de onde os Beatles vieram, Owen viajou com eles para a França e ficou por lá durante duas semanas, acompanhando quase 24 horas a movimentação de John, Paul, George & Ringo durante a longa temporada no Olimpia, em Paris. Tudo o que Alun Owen observou, as cenas de histeria bem próprias da beatlemania, os compromissos, correrias, quartos de hotel, automóveis, estúdios de rádio e TV, se transformaram no roteiro de A Hard Days Night, considerado absolutamente fidedigno à realidade dos 4. Os personagens, Norm e Shake, por exemplo, foram inspirados em Neil Aspinall e Mal Evans. George Martin cuidou da trilha incidental, enquanto John Lennon & Paul McCartney escreveram seis novos títulos para a produção. As Filmagens
A história conturbada de A Hard Days Night passa por suas gravações. Logo no primeiro dia, o material filmado no trem teve de ser quase todo refeito. Parte dos rolos de filme foram danificados pelas fãs, que confundiram um assistente de produção - à distância - com um dos Beatles. Ele simplesmente jogou no chão quase todas as latas que carregava, e fugiu. O material foi pisoteado e ficou inservível.
As cenas internas foram feitas em ambientes montados nos estúdios Twickenham, local que se tornaria palco de quase todas as produções filmadas pelos Beatles. As cenas externas, em boa parte, foram feitas numa área próxima dos estúdios. Não esqueça que a ordem era baratear custos. As filmagens das cenas do trem duraram seis dias, e obrigaram toda a equipe a viajar 2.500 milhas. O trem foi alugado ao custo diário de 600 libras. As cenas de I Should Have Known Bettter no compartimento de carga do trem, não foram filmadas à bordo. O trabalho foi feito nos estúdios Twickenham, e o cenário incluía frangos vivos encaixotados. Cogitou-se soltar os frangos durante a execução da música para criar um clima de humor, mas temeu-se que as 'penosas' roubassem a cena de alguma forma. O fato do áudio de I Should Have Known Better iniciar com a ação em andamento (na cena descrita acima), foi apontado como um dos pontos inovadores do filme, além de sua câmera nervosa, operada na palma da mão. Há cenas clássicas, feitas na estação Marylebone, e em St.Magaret's Field, quando eles fogem do estúdio para brincar numa área descampada ao som de Can't Buy me Love. Um helicóptero foi usado para fazer as tomadas aéreas, durante o evento em St. Margaret's Field. As imagens aceleradas representaram uma inovação jamais vista antes no cinema, rendendo rasgados elogios da crítica para Richard Lester. A inovação nas tomadas, e nos cortes rápidos, torna A Hard Days Night o pai da estética dos videoclipes e da própria MTV. Em relação a esse fato, Dick Lester age com surpreendente simplicidade. Deixa claro que certas inovações apresentadas são fruto do acaso, da improvisação e da precariedade. As cenas aceleradas em Can't Buy me Love foram resultado de uma bateria fraca da câmera de video usada no helicóptero. Quando as imagens foram para a edição, o 'defeito' da bateria resultou na aceleração da imagem gravada. O erro, virou 'efeito especial! Consta que John Lennon não participou desse dia de filmagens, o que levou a produção a utilizar um dublê de corpo. John tinha compromissos de divulgação de seu livro, In His Own Write. O Teatro Scala foi usado para fazer a cena do show de televisão - e neste caso há uma polêmica em alguns livros de história. Não são poucas as publicações que informam que os Beatles foram gravados tocando para acentos vazios! A produção teria achado melhor filmar dessa maneira, para evitar problemas dentro do teatro, garantir a integridade dos Beatles, da equipe de trabalho, e dos equipamentos. A platéia teria entrado depois que os Beatles completaram a filmagem, deixando o local. O público teria ficado gritando para uma tela onde um filme dos Fabs tocando ao vivo, era exibido. Tal afirmação não corresponde a verdade, como pode ser visto no próprio filme, e nas parcas cenas dos making of's. No documentário, Things They Said Today é possível notar com clareza que a gravação foi feita com a audiência repleta. O público utilizado nas tomadas foi arregimentado pelo fã-clube oficial... As cenas de Ringo num pub onde ele arranja confusão foram filmadas numa locação real, e que existe até hoje nas vizinhanças dos estúdios Twickenham... Ringo Starr foi considerado o melhor ator dos 4 Beatles pela crítica especializada - sobretudo pela cena às margens do Rio Tâmisa, um dos grandes momentos do filme. Dick Lester diz, no documentário Things They Said Today, que George Harrison teve o melhor desempenho na frente das câmeras. A cena com Ringo às margens do Tâmisa também tem uma historinha. John, Paul, e George faltaram às filmagens. Estavam de ressaca por força de uma noitada de farra após um show. Para não perder o dia de gravações, Richard Lester e Alun Owen tiveram a idéia do solo onde Ringo Starr brilha como ator. Foi tudo pensado e filmado na mesma ocasião... A História dos Muitos Títulos
Encontrar um título para a história maluca que Richard Lester ia filmando sem saber no que daria ao final, foi um trabalho demorado.
Os possíveis nomes - todos rejeitados - que foram surgindo ao longo da gravação: What Little Old Man? Beatlemania, On the Move, Itīs a Daft Daft Daft Daft World(sugerido por George), Travelling On, Oh, What a Lovely Wart!(sugerido por Paul), Movin' On, e Letīs Go. O título definitivo, foi tirado da famosa frase de Ringo Starr - fato corriqueiro. Há entretanto, uma controvérsia. No livro In His Own Write, de autoria de John Lennon, lançado antes do filme, em 23 de março de 1964, tem uma história chamada Sad Michael, onde num dos versos, John diz: 'he had a hard days night that day, for Michael was a Cocky Watchtower. ' John Lennon seria então, o 'autor oculto' do título do filme? É uma questão sem a menor importância, quarenta anos depois... As Cenas Inéditas de A Hard Days Night
Em pelo menos duas ocasiões, os fãs em todo o mundo imaginaram ver cenas não aproveitadas na edição final do filme, quando dos relançamentos que ocorreriam à partír da era do videocassete doméstico. Richard Lester de fato deixou algumas sobras fora da versão definitiva, e é possível pelo menos 'ver' parte do que ele gravou, em fotografias inéditas, capturadas no set de filmagem, e publicadas há algum tempo, pela revista Mojo. Algumas dessas fotos mostram os Beatles em ação na estação Marylebone e em outras locações.
Nas gravações do Teatro Scala(o show para a TV), foram filmadas performances para I Call Your Name e Long Tall Sally. Richard Lester não gostou do resultado, e as dispensou. Essas imagens não sobreviveram, infelizmente. Dick Lester teve um grande desapontamento no final dos anos 60 quando procurou, nos estúdios Twickenham, pelas sobras deste filme, e de Help! Ficou sabendo que o material fôra jogado no lixo. O que significa que cenas cortadas de diversas sequências se perderam para sempre. De acordo com Dick Lester havia um material expressivo. Isso explica porque nos documentários, The Making of A Hard Days Night, e nos extras do lançamento do filme em DVD, não temos material inédito disponível. O pouco que aparece foi retirado dos arquivos de programas de televisão - gravações feitas nos bastidores das filmagens(sem áudio), para programas jornalísticos... Pantomima
Alguns executivos da United Artists, em visita ao set de filmagem, ficaram preocupados com o forte sotaque de Liverpool, emitido pelos Beatles. Sugeriram que na pós-produção eles fossem dublados por atores profissionais americanos. Consta que Richard Lester ficou furioso ao ouvir isso, e ameaçou largar o trabalho pela metade, se tal viesse a ocorrer.
Para George Harrison a produção geraria laços que marcariam sua vida. Ele conheceu Patty Boyd, sua primeira esposa, durante as filmagens. Também conheceu Dennis O'Dell, que lhe prestou assessoria por longos anos. A Hard Days Night recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Roteiro Original, e Melhor Trilha Sonora, não levando nenhuma. O ator Wilfried Brambell(o avô de Paul)morreu em janeiro de 85, aos 72 anos de idade, na Inglaterra. No começo dos anos 90, cogitou-se lançar uma 'cópia colorida' do primeiro filme dos Beatles. A idéia foi rechaçada por quase todos, sobretudo a Apple. O produtor Walter Shenson nega, mas é tido como um dos entusiastas da idéia. Na ocasião, 'colorizaram' via computador, alguns filmes clássicos - ação condenada pela crítica, diretores, atores, etc... NO BRASIL, OS REIS DO IÉ IÉ IÉ
Algumas curiosidades marcam a passagem do filme em nosso país. A primeira foi a mudança radical do nome. O Rock and Roll era chamado de ié ié ié no Brasil da primeira metade dos anos 60. O motívo era o refrão de She Loves You(yeah, yeah yeah). Em março de 64 um compacto com I Want to Hold Your Hand no lado A, e essa faixa do lado B, estava em todas as paradas. Consta que foi o segundo disco dos Beatles lançado em nosso país. No mesmo ano sairam outros compactos(singles). E os LPs Beatlemania, Beatles Again, Idolos da Juventude(uma coletânea de artistas do rock inglês incluindo duas faixas dos Beatles, Long Tall Sally e Can't Buy me Love).
Em dezembro de 1964 saiu o LP Os Reis do Ié Ié Ié. A capa era semelhante à do A Hard Days Night inglês, só que vermelha ao invés de azul. E havia a raridade histórica da modificação do nome original. Essa mudança também ocorreria noutros países como a França e a Itália. Duas semanas antes da chegada do álbum ao mercado brasileiro, saiu o compacto simples com A Hard Days Night e I Should Have Known Better. O lado B, virou um sucesso nas rádios brasileiras, só que na versão de Renato e Seus Blue Caps, Menina Linda. A edição em mono do disco nacional tinha boa qualidade sonora. A versão estéreo trazia um inacreditável defeito - o áudio era totalmente abafado num dos canais. Para os fãs a solução era obter um exemplar estrangeiro. O primeiro filme dos Beatles chegou aos cinemas do eixo Rio-São Paulo na segunda metade do mês de dezembro de 64. A distribuição nacional começou em janeiro de 1965, quando entrou em cartaz em pelo menos dez capitais. Era período de férias escolares para a juventude da época. Foram muitos os casos de fãs que tentaram roubar as fotografias exibidas às portas dos cinemas. Sem falar na insistência de outros tantos, em ficar na sala de exibição de uma sessão para outra, afim de rever o filme. Nem se imaginava que um dia teríamos videocassete ou dvd. Ver os Beatles na tela enlouquecia as fãs. Virou objeto de disputa entre as garotas da época, pedaços de negativo do filme, obtidos geralmente junto a operadores das máquinas do cinema - que faturavam uns trocados passando literalmente, a tesoura no celuloide. As fãs da época recortavam os negativos e acondicionavam num 'monóculo'! E então tinham uma nítida visão ampliada dos ídolos. Qual garoto de hoje, da era do dvd, sabe que diabos é um, monóculo? Aguardamos e-mails... Júlio Serra, um dos mais influentes beatlemaníacos do Ceará(integrante do Quem é Quem idealizado pelo Beatles Brasil) relembra: 'fui assistir Os Reis do Ié Ié Ié num domingo. Quando as luzes se apagaram, teve início o Canal 100, com as clássicas cenas do nosso futebol. Na sequência o chamado, Jornal do Cinema, cujo tema naquele dia de janeiro de 65 foi o filme, The Beatles Come to Town. Pela primeira vez ví os caras em cores, tocando ao vivo She Loves You e Twist and Shout. Em seguida começou o filme, com suas canções, suas incríveis sequências. Até então nunca tínhamos visto os Beatles com tamanha nitidez, só por fotografias. Marcou minha vida para sempre', conclui... A volta do filme ao cinema
No final do ano dois mil, uma cópia restaurada de A Hard Days Night voltou aos cinemas do mundo todo. Rendeu rasgados elogios da crítica, e exibições inclusive no Brasil. Em dezembro daquele ano, matérias publicadas no Jornal do Brasil e na revista Isto É avisavam: o filme estava de volta mas sua exibição ficaria restrita ao eixo Rio - São Paulo. Não me conformei com isso e fui à luta. O resultado foi uma parceria fechada com o complexo de Cinemas Benfica, em Fortaleza, e trouxemos Os Reis do Ié Ié Ié para uma curtíssima temporada de 15 dias. A estréia em Fortaleza deu-se no dia 18 de fevereiro de 2.001...
Os formatos disponíveis VHS
Na primeira metade dos anos 80, quando o boom do videocassete aconteceu, o filme A Hard Days Night foi lançado em VHS numa versão que gerou polêmica. Na abertura do video foi criado um clipe para a faixa I'll Cry Instead, utilizando foto-montagem do filme. A Apple tentou embargar esse lançamento, mas não conseguiu. Destaque para a qualidade do áudio hi fi estéreo da trilha sonora - copiado para diversos CDs piratas.
LD Com o advento do laser disc, A Hard Days Night ganhou dois formatos. Uma versão simples, disco único e com a gravação nas duas faces. E uma versão luxosa editada inicialmente no Japão, com embalagem recheada de fotografias, contendo dois discos. A versão dupla tinha uma explicação: incluía avanços (!) como a pausa e o slow motion. E custava muito, muito caro. O conteúdo era o mesmo do VHS. THE MAKING OF A HARD DAYS NIGHT
versão lançada com estardalhaço, e prometendo material inédito. Entre as 'novidades', da edição em forma de documentário, a apresentação de Phill Collins. São entrevistados atores e produtores do filme. Phill Collins revela que era um dos adolescentes no Teatro Scala no dia das filmagens do show televisivo que fecha a produção. O ponto alto é a recuperação da imagem de You Can't Do That, gravada durante o show no teatro, e não aproveitada na edição final. Cabe aqui uma pergunta: como essa imagem sobreviveu, se o material inédito do filme foi jogado no lixo? Simples. A gravação de You Can't Do That virou um 'promo', e foi exibida em programas de TV como Ed Sullivan Show. Este documentário foi editado em DVD, LD e VHS no exterior. E se encontra fora de catálogo nos três formatos.
CD ROM Uma grande novidade foi o lançamento de A Hard Days Night em CD ROM. A intenção foi associar-se aos avanços da informática. O CD ROM - fora de catálogo atualmente - contém o script, fotografias, letras das músicas da trilha sonora, entre diversas outras questões ligadas ao filme... DVD A história de A Hard Days Night em DVD tem duas versões. O filme foi lançado às pressas nesse formato, juntamente com Help! e Magical Mystery Tour. A intenção foi aproveitar o impacto dessa nova mídia. Os três filmes foram transferidos de maneira descuidada para DVD. As cópias são muito ruíns, e parecem transfers do VHS. A Hard Days Night em DVD (nesta primeira edição) trás exatamente o mesmo conteúdo do VHS. Com a nova edição (dupla) foi retirado de catálogo e virou uma das maiores raridades contemporâneas dos Beatles. Isso por conta da mixagem da trilha sonora (em hi fi estéreo enquanto na edição nova está em mono e com som ruim). E da inclusão do clipe de I'll Cry Instead. Em sites de leilão como o Ebay, a primeira edição de A Hard Days Night virou um dos ítens mais caros e procurados pelos fãs de todo o mundo. Não é possível adquirir um exemplar usado por menos de 500 dólares! DVD ATUAL A versão dupla de A Hard Days Night foi o primeiro lançamento do filme no Brasil - quase quatro décadas depois da exibição nos cinemas! Os brasileiros não tiveram acesso ao VHS, LD, CD-ROM e mesmo o primeiro DVD do filme - salvo via importação - até esse luxuoso lançamento, que trás legendas em português, 236 minutos de extras, e o filme com imagem restaurada. Uma bela produção sem dúvida, mas que peca por incluir certas entrevistas de pouca ou nenhuma importância. O pecado maior do novo lançamento, entretanto, está no áudio editado em mono - e com som inexplicavelmente ruim. Perdemos impacto sonoro em cenas como de And I Love Her, onde era possível ouvir os violões de John e George cada qual num canal. O documentário, Things They Said Today é bom, mas o The Making of A Hard Days Night é melhor. A edição definitiva deveria incluir três discos, adicionando ao pacote o Making Of, atualmente fora de catálogo. Ficha Técnica Título Original: A Hard Day's Night Gênero: Musical Ano de Lançamento (EUA): 1964 Site Oficial: www.miramax-aharddaysnight.com Estúdio: United Artists/Proscenium Films Distribuição: United Artists/Miramax Films/Universal Pictures/Lumière Brasil Direção: Richard Lester Roteiro: Alun Owen Produção: Walter Shenson Música: John Lennon, George Martin e Paul McCartney Direção de Fotografia: Gilbert Taylor Direção de Arte: Ray Simm Figurino: Julie Harris e Dougie Millings Edição: John Jympson Elenco John Lennon (John Lennon) Paul McCartney (Paul McCartney) Ringo Starr (Ringo Starr) George Harrison (George Harrison) Wilfrid Brambell (Avô de Paul) Norman Rossington (Norm) John Junkin (Shake) Victor Spinetti (Diretor de TV) Anna Quayle (Millie) Deryck Guyler (Inspetor da polícia) Phil Collins (Fã gritando) Cláudio Teran ccsteran@noolhar.com | ||
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